sexta-feira, 8 de maio de 2015

Em uma das duas beiras

Em algum lugar desse rio você está. De alguma parte de mim virá. Manso, lentamente, profundo. Sempre a margem. Talvez a terceira margem. Num barquinho de papel, despedaçado mas de pé. Lá da beira vou esperar. E se você desse rio voltar, vou acenar. Despedaçada, mas de pé. Na fé de que o rio, largo e calado traga alguma parte de mim. A cheia vai tontear e a seca acalmar. Solto e solitário, o rio vai passar. E se você voltar, em uma das duas beiras, vou te esperar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Se eu soubesse o que viria, a sorte tinha tirado. O mundo revirado. Talvez ninguém tivesse vindo. Ou eu não teria ido. O primeiro seria eterno e o último esquecido. O padecer foi merecido. O único que talvez soubesse. Mesmo que desconhecesse o que viria.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Espero o sol cair

De Outubro a Abril com um tempinho em Janeiro. Ele esperou o sol cair. Ela se foi antes de se trocar. Não deu tempo, seria o tempo? Ele se pôs, ficou tarde.